quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Brainstorming por Carolina F. S. Rezende

Brainstorming:

Técnica de dinâmica de grupo que serve para explorar a capacidade criativa de um individuo ou um grupo colocando-os para executar objetivos pré-determinados.

Desenvolvida por Alex Osborn nos Estados Unidos,  é utilizada principalmente nas áreas de relações humanas e publicidade e propaganda.

Sua técnica sugere que um grupo de pessoas se reúna e debata seus pensamentos para chegarem a um resultado comum a fim de gerar ideias inovadoras que levem o projeto em questão adiante.

O ideal é envolver pessoas de diversas áreas nesse método, pois suas experiências colaboram com as ideias em formação ao longo do processo de discussão e sugestão. Aqui as ideias não são julgadas como absurdas, todas são ouvidas e trazidas para o processo chamado de brainwriting, que é a compilação de todas as ideias sugeridas no debate em uma reunião com alguns membros para que assim tudo refinado e se chegue a ideia final.

O brainstorming clássico é baseado em dois princípios e quatro regras básicas:



  • Princípios

                - Atraso do julgamento
·               - Criatividade em quantidade e qualidade

A maioria das más ideias são inicialmente boas ideias. Atrasando ou adiando o julgamento, é dada a hipótese de se gerarem muitas ideias antes de se decidir por uma.

De acordo com Osborn, o humano é capaz tanto do julgamento como da criatividade. Embora, a maioria da educação nos ensine apenas a usar o julgamento. Nós apressamos o julgamento. Quando praticamos o atraso do julgamento, permitimo-nos usar a nossa mente criativa para gerar ideias sem as julgar. Primeiro, não parece natural, mas depois tem as suas recompensas.

Quando geramos ideias, é necessário ignorar as considerações à importância da ideia, à sua usabilidade, à sua praticabilidade. Neste patamar, todas as ideias são iguais. É necessário atrasar o julgamento enquanto ainda não se terminou a geração das ideias.

O segundo princípio é relativo à quantidade e qualidade da criatividade. Quanto mais ideias forem geradas, será mais provável encontrar uma boa ideia. A técnica debrainstorming tira vantagem de associações que se desenvolvem quando se consideram muitas ideias. Uma ideia pode levar a uma outra. Ideias más podem levar a boas ideias.

Por vezes, não conseguimos pensar num problema enquanto não houver algumas respostas. Brainstorming dá-nos a hipótese de pôr as ideias que passam pela cabeça no papel, de maneira a conseguir obter as melhores delas.

Usualmente, as linhas de guia que se seguem são chamadas de regras. Devem ser seguidas como regras, embora sejam apenas linhas de guia ou de direcção.


  • Regras

As quatro principais regras do brainstorming são:

              -Críticas são rejeitadas: Esta é provavelmente a regra mais importante. A não ser que a avaliação seja evitada, o princípio do julgamento não pode operar. A falha do grupo ao cumprir esta regra é a razão mais crítica para que a sessão de brainstorming não resulte. Esta regra é aquela que primariamente diferencia um brainstormingclássico dos métodos de conferência tradicionais.

           -Criatividade é bem-vinda: Esta regra é utilizada para encorajar os participantes a sugerir qualquer ideia que lhe venha à mente, sem preconceitos e sem medo que isso o vá avaliar imediatamente. As ideias mais desejáveis são aquelas que inicialmente parecem ser sem domínio e muito longe do que poderá ser uma solução. É necessário deixar as inibições para trás enquanto se geram ideias. Quando se segue esta regra, cria-se automaticamente um clima de brainstorming apropriado. Isso aumenta também o número de ideias geradas.

          -Quantidade é necessária: Quanto mais ideias forem geradas, mais hipóteses há de encontrar uma boa ideia. Quantidade gera qualidade.

       -Combinação e aperfeiçoamento são necessários: O objetivo desta regra é encorajar a geração de ideias adicionais para a construção e reconstrução sobre as ideias dos outros.

Cultura Organizacional por Carolina F. S. Rezende


Cultura Organizacional:

Segundo Kissil (1998), para que a organização possa sobreviver e se desenvolver, para que existam revitalização e inovação, deve-se mudar a cultura organizacional. Esse conceito responde plenamente esta questão, onde o Autor sugere que a revitalização e a inovação são fatores importantes para as empresas, e de certo modo só se consegue isso mudando a cultura da organização.

A cultura organizacional ou cultura corporativa é o conjunto de hábitos e crenças estabelecidos através de normas, valores, atitudes e expectativas compartilhados por todos os membros da organização. Ela refere-se ao sistema de significados compartilhados por todos os membros e que distingue uma organização das demais. Constitui o modo institucionalizado de pensar e agir que existe em uma organização. A essência da cultura de uma empresa é expressa pela maneira como ela faz seus negócios, a maneira como ela trata seus clientes e funcionários, o grau de autonomia ou liberdade que existe em suas unidades ou escritórios e o grau de lealdade expresso por seus funcionários com relação à empresa. A cultura organizacional representa as percepções dos dirigentes e funcionários da organização e reflete a mentalidade que predomina na organização. Por esta razão, ela condiciona a administração das pessoas.

A clareza de objetivos, valores e princípios, a imagem dos produtos e serviços, integração e comunicação,  abertura para novas ideias, o desempenho profissional e o aprendizado, são importantes ferramentas que ajudam na formação e/ou mudança da cultura organizacional e essa mudança começa de cima para baixo, da diretoria para o chão de fabrica. Com isso, concluímos que somente com a integralização de toda a organização é possível fazer com que a cultura da mesma seja forte pois é ela que faz com que algumas empresas sejam conhecidas e reconhecidas.


A cultura exprime a identidade da organização. Ela é construída ao longo do tempo e passa a impregnar todas as práticas, impregnar todas as práticas, constituindo um complexo de representações mentais e um sistema coerente de significados que une todos os membros em torno dos mesmos objetivos e dos mesmos modos de agir. Ela serve de elo entre  o presente e o passado e contribui para a permanência e a coesão da organização. Em outras palavras, a cultura organizacional representa as normas informais e não escritas que orientam o comportamento dos membros de uma organização no dia-a-dia e que direcionam suas ações para o alcance dos objetivos organizacionais. No fundo, é a cultura que define a missão e provoca o nascimento e o estabelecimento dos objetivos da organização.  A cultura precisa ser alinhada juntamente com outros aspectos das decisões e ações da organização como planejamento, organização, direção e controle para que se possa melhor conhecer a organização. 

Toda cultura se apresenta em três diferentes níveis: artefatos, valores compartilhados e pressuposições básicas.

  • Artefatos: Constituem o primeiro nível da cultura, o mais superficial, visível e perceptível. Artefatos são as coisas concretas que cada um vê, ouve e sente quando se depara com uma organização. Incluem os produtos, serviços, e os padrões, de comportamento dos membros de uma organização. Quando se percorre os escritórios de uma organização, pode-se notar como as pessoas se vestem, como elas falam, sobre o que conversam, como se comportam, o que são importantes e relevantes para elas. Os artefatos são todas ou eventos que podem nos indicar visual ou auditivamente como é a cultura da organização. Os símbolos, as histórias, os heróis, os lemas, as cerimônias anuais são exemplos de artefatos.


  • Valores compartilhados: Constituem o segundo nível da cultura. São os valores relevantes que se tornam importantes para as pessoas e que definem as razões pelas quais elas fazem o que fazem. Funcionam como justificativas aceitas por todos os membros. Em muitas culturas organizacionais os valores são criados originalmente pelos fundadores da organização.


  • Pressuposições básicas: Constituem o nível mais íntimo, profundo e oculto da cultura organizacional. São as crenças inconscientes, percepções, sentimentos e pressuposições dominantes nos quais as pessoas acreditam. A cultura prescreve a maneira de fazer as coisas adotadas na organização, muitas vezes através de pressuposições não escritas e nem sequer faladas.


A cultura organizacional se caracteriza pela sua aceitação implícita pelos seus membros. Ela é também reforçada pelo próprio processo de seleção, que elimina as pessoas com características discrepantes com os padrões estabelecidos e ajuda a preservar a cultura. 

Tipos de cultura organizacional:

  • Culturas adaptativas: Caracterizam-se pela sua maleabilidade e flexibilidade e são voltadas para a inovação e a mudança. São organizações que adotam e fazem constantes revisões e atualizações, em suas culturas adaptativas se caracterizam pela criatividade, inovação e mudanças. De um lado, a necessidade de mudança e a adaptação para garantir a atualização e modernização, e de outro, a necessidade de estabilidade e permanência para garantir a identidade da organização. O Japão, por exemplo, é um país que convive com tradições milenares ao mesmo tempo em que cultua e incentiva a mudança e a inovação constantes.


  • Culturas conservadoras: Se caracterizam pela manutenção de idéias, valores, costumes e tradições que permanecem arraigados e que não mudam ao longo do tempo. São organizações conservadoras que se mantêm inalteradas como se nada tivesse mudado no mundo ao seu redor.


  • Culturas fortes: Seus valores são compartilhados intensamente pela maioria dos funcionários e influencia comportamentos e expectativas. Empresas como IBM, 3M, Merk, Sony, Honda, estão entre aquelas que ostentam culturas fortes.


  • Culturas fracas:  São culturas mais facilmente mudadas. Como exemplo, seria uma empresa pequena e jovem, como está no início, é mais fácil para a administração comunicar os novos valores, isto explica a dificuldade que as grandes corporações tem para mudar sua cultura.  


Espontaneidade e Criatividade x Conserva Cultural por Carolina F. S. Rezende


Espontaneidade e Criatividade:
  • Espontaneidade: s.f. Caráter daquilo que é espontâneo, naturalidade, facilidade.
  •  Criatividade: Criativo, misturador, ativo, trabalhador, esforçado, criatividade é a atitude de fazer algo sobre alguma coisa ou alguém que já existe..



Espontaneidade não é fazer qualquer coisa em qualquer momento, em qualquer lugar, de qualquer maneira, o que seria uma espontaneidade patológica.

Ser espontâneo é fazer o oportuno no momento necessário. É a resposta boa a uma situação geralmente nova, e por isso mesmo difícil. Deve ser uma resposta pessoal, integrada, e não uma repetição ou uma citação inerte, separada de sua origem e de seu contexto.

A espontaneidade opera no presente, nas situações vividas no aqui e agora, estimulando o indivíduo na direção de novas respostas a situações já conhecidas ou adequando suas respostas diante de situações inesperadas.

Quando falamos em espontaneidade logo surge, também, a criatividade. São categorias diferentes. Um indivíduo espontâneo, mas sem criatividade, será um idiota espontâneo. Assim, a espontaneidade sem a criatividade é vazia e abortiva.

A criatividade pode ser definida como toda a possibilidade de o sujeito se jogar todo em qualquer experiência sem se moldar ou sem temer o costumeiro ou convencional.

Ser criativo é deixar que a intuição ajude a inteligência a resolver problemas. A criatividade depende muito da coragem do indivíduo de dizer ou de fazer coisas além do senso comum.

Depende, enfim, de saber errar, de perder o medo de errar. Criatividade e espontaneidade andam juntas. Criatividade sem espontaneidade é como um criador sem braços, desarmado. Espontaneidade, sem criatividade, é pura tolice!

[Hamilton Bueno]

Conserva Cultural:

“A luta contra as conservas culturais é característica marcante de toda nossa cultura; expressa-se de várias formas na tentativa de escapar destas conservas. Este esforço de escapar do mundo-conserva parece tentativa de retornar ao paraíso perdido..” (Moreno, 1992, p. 149)

Às conservas culturais é atribuída, segundo Moreno, apenas a função de um produto acabado que adquiriu uma qualidade quase sagrada, entretanto a função criadora pode ser desabrochada lançando uma nova espontaneidade. A conserva cultural seve para preservar valores de uma determinada cultura , pode assumir a forma material, por exemplo, “o livro é o arquétipo de todas as conservas culturais.” (Moreno, p. 158). E pode apresentar-se também sob a forma de rituais , cerimônias, etc.

Freqüentemente agimos regidos por conservas culturais que nos moldam ao longo da vida. Quando estas são mantidas e repetidas  sem a devida consciência e crítica, corremos o risco de  nos tornar seres robotizados, programados e sem criatividade, reproduzindo comportamentos iguais a nossos pais e avós.
Nestes casos,  construímos  hábitos que vão se incrustando, como cimento e argamassa, tornando-nos rígidos como a pedra. De humanos, viramos seres petrificados com as articulações endurecidas e a quem a mudança assusta mais que a noite escura.


Psicodrama por Carolina F. S. Rezende


Psicodrama:



Método de investigação e tratamento de problemas psicológicos criado pelo medico romeno Jacob Levy Moreno no inicio do século XX.

Um dos objetivos do psicodrama é aprimorar e utilizar os meios que facilitem o predomínio das relações télicas sobre as relações de transferências.

“O psicodrama reúne em sua base teórica os elementos do teatro e da psiquiatria e tem como recurso de ação a dramatização” (Stela Fava).

Formulado para ser trabalhado em grupo, dentro de um enfoque terapêutico ou educacional, o psicodrama foi inicialmente dirigido a pacientes com comprometimento psiquiátrico ou emocional, que eram incentivados a representar peças com textos improvisados. Moreno acreditava que a dramatização era o método por excelência para se resgatar a espontaneidade e chegar ao autoconhecimento.

Para Moreno, o jogo dramático possibilita que o indivíduo entre em contato com seus conflitos, que antes permaneciam no inconsciente. Durante as sessões de psicodrama, os participantes são estimulados a expressar livremente as criações de seu mundo interno, seja na produção mental de uma fantasia concretizada em cena ou numa determinada atividade corporal.

A Dramatização é a etapa principal do processo psicodramático, durante a sessão que inicia com um aquecimento grupal. O diretor convida os participantes para protagonizarem uma situação conflituosa e intervém com técnicas especificas para aprofundar a dimensão das relações e vínculos no aqui e agora propiciando a criação de respostas criativas.
  
O psicodrama se divide em :

  • Psicodrama Individual -  que é o processo terapêutico desenvolvido aonde pode-se utilizar outras pessoas para assumirem o papel dos egos que o paciente necessitar.
  • Psicodrama bi pessoal - é o processo desenvolvido entre profissional e paciente aonde utilizam-se objetos para auxiliar os egos.
  • Psicodrama grupal – processo desenvolvido que permite o paciente lidar na frente do publico com a sua intimidade criando uma relação próxima com a vida real diminuindo a distancia entre a sua realidade e o seu tratamento.


Psicanálise x Freud Além da Alma por Carolina F. S. Rezende


Psicanálise:

Desenvolvida por Sigmund Freud, é um campo clinico e de investigação da psique humana, independente da psicologia embora derivado dela.
Este método abrange três áreas:

  •          Investigação da mente e seu funcionamento;
  •          Sistema teórico sobre a vivencia e o comportamento humano;
  •          Método de tratamento psicoterapêutico.

Em uma de suas palestras, na Sociedade Médica de Viena, mostrou que, através de conhecimentos anteriores, e de seus aprendizados com Charcot em Paris, havia pensamentos de níveis inconscientes, que havia traumas vindos de fatos ocorridos na infância, e que era preciso ainda descobrir seus elos. Não teve sucesso, pois Meynert, alegou que o que Freud havia dito não tinha nada de novo. Assim, Meynert foi aplaudido pela assembléia.


A formulação da Psicanálise representou basicamente a consolidação em um corpo doutrinário de conhecimentos existentes, como a estrutura tripartite da mente, suas funções e correspondentes tipos de personalidade, a teoria do inconsciente, o método terapêutico da catarse, e toda a filosofia pessimista da natureza humana difundida na época. Além de alicerçar-se - como método terapêutico -, nas descobertas do médico austríaco Josef Breuer, como doutrina tem em seus fundamentos muito do pensamento filosófico de Platão e do filósofo alemão Arthur Schopenhauer. No entanto, ao serem esses conhecimentos incorporados na Psicanálise, foi aberto o caminho para um número grande de conceitos subordinados que eram novos, como os de atos sintomáticos, sublimação, perversão, tipos de personalidade, recalque, transferência, narcisismo, projeção, introjeção, etc. A psicanálise constituiu-se, por isso, em um modo novo de abordar as condições psíquicas correspondentes a estados de infelicidade e a comportamentos antissociais, e deu nascimento ao tratamento clínico psicológico e psiquiátrico moderno.

Os primórdios da psicanálise datam de 1882 quando Freud, médico recém-formado, trabalhou na clínica psiquiátrica de Theodor Meynert, e mais tarde, em 1885, com o médico francês Charcot, no Hospital Salpêtrière (Paris, França).

Sigmund Freud, um médico interessado em achar um tratamento efetivo para pacientes com sintomas neuróticos ou histéricos. Ao escutar seus pacientes, Freud acreditava que seus problemas se originaram da falta de aceitação cultural, ou seja, seus desejos eram reprimidos, relegados ao inconscientes. Notou também que muitos desses desejos se tratavam de fantasias de natureza sexual. O método básico da psicanálise é o manejo da transferência e da resistência em análise. O analisado, numa postura relaxada, é solicitado a dizer tudo o que lhe vem à mente (método de associação livre). Suas aspirações, angústias, sonhos e fantasias são de especial interesse na escuta, como também todas as experiências vividas são trabalhadas em análise. Escutando o analisado, o analista tenta manter uma atitude empática de neutralidade. Uma postura de não julgamento, visando a criar um ambiente seguro.

O modelo psicanalítico da mente considera que a atividade mental é baseada no papel central do inconsciente dinâmico. O contato com a realidade teórica da psicanálise põe em evidência uma multiplicidade de abordagens, com diferentes níveis de abstração, conceituações conflitantes e linguagens distintas. Mas isso deve ser entendido em um contexto histórico cultural e em relação às próprias características do modelo psicanalítico da mente.

A tarefa que o método psicanalítico se empenha em resolver pode expressar-se em diferentes fórmulas, que em essência, no entanto, são equivalentes. Pode-se dizer: a tarefa do tratamento é eliminar as amnésias. Preenchidas todas as lacunas da memória, esclarecidos todos os efeitos enigmáticos da vida psíquica, tornam-se impossíveis a continuação e mesmo a reprodução da doença. Pode-se ainda conceber a condição para isso da seguinte maneira: todos os recalcamentos devem ser desfeitos; o estado psíquico passa então a ser idêntico àquele em que todas as amnésias foram preenchidas. De alcance ainda maior é outra formulação: trata-se de tornar o inconsciente acessível à consciência, o que se consegue mediante a superação das resistências. Mas não se deve esquecer que tal estado tampouco se apresenta no ser humano normal, e que só raramente fica-se em condições de levar o tratamento a um ponto que se aproxime disso. Assim como a saúde e a doença não se diferenciam em princípio, estando apenas separadas por fronteiras quantitativas determináveis na prática, não se pode estabelecer como meta de tratamento outra coisa senão o restabelecimento prático do enfermo, a restauração de sua capacidade de rendimento e de gozo. Num tratamento incompleto ou havendo um resultado imperfeito, obtém-se sobretudo uma significativa melhora do estado psíquico geral, enquanto os sintomas, embora com uma importância diminuída para o paciente, podem persistir, sem que a pessoa seja rotulada de enferma.

O procedimento terapêutico, abstraídas algumas modificações insignificantes, mantém-se o mesmo para todos os quadros sintomáticos da histeria, com suas múltiplas formas, e para todas as configurações da neurose obsessiva. Mas isso não implica que sua aplicabilidade seja irrestrita. A natureza do método psicanalítico envolve indicações e contra-indicações, tanto em relação às pessoas a serem tratadas quanto com respeito ao quadro patológico. Os mais favoráveis para psicanálise são os casos crônicos de psiconeurose com poucos sintomas violentos ou perigosos, e portanto, em primeiro lugar, todas as espécies de neurose obsessiva, pensamento e ação obsessivos, e os casos de histeria em que as fobias e abulias desempenham o papel principal; e ainda todas as expressões somáticas da histeria, desde que a pronta eliminação dos sintomas não seja a tarefa primordial do médico, como na anorexia. Nos casos agudos de histeria, é preciso aguardar a chegada de uma fase mais calma; em todos os casos em que o esgotamento nervoso domina o quadro clínico, deve-se evitar um procedimento que por si só requer esforço, traz apenas progressos lentos e, por algum tempo, não pode levar em consideração a persistência dos sintomas.

Para que uma pessoa se submeta com proveito a psicanálise, são muitos os requisitos exigidos. Em primeiro lugar, ela deve ser capaz de um estado psíquico normal; durante os períodos de confusão ou de depressão melancólica, não se consegue nada nem mesmo num caso de histeria. Cabe ainda exigir dela certo grau de inteligência natural e de desenvolvimento ético; com pessoas sem nenhum valor, o médico logo perde o interesse que lhe permite aprofundar-se na vida anímica do doente. As malformações de caráter acentuadas, traços de uma constituição realmente degenerada, externam-se no tratamento como fontes de uma resistência difícil de superar. Nesse aspecto, a constituição estabelece um limite geral para a capacidade curativa da psicoterapia. Também a faixa etária próxima dos cinquenta anos cria condições desfavoráveis para a psicanálise. Nesse caso, já não é possível dominar a massa do material psíquico, o tempo exigido para a cura toma-se longo demais e a capacidade para desfazer processos psíquicos começa a enfraquecer.

Apesar de todas essas limitações, é extraordinariamente grande o número de pessoas aptas para a psicanálise, e a extensão trazida a nossos poderes terapêuticos por esse procedimento é, segundo Freud, muito considerável. Para um tratamento eficaz, Freud requer períodos longos, de seis meses a três anos; contudo, informa que até agora, em vista de diversas circunstâncias fáceis de imaginar, só esteve em condições de testar seu tratamento, na maioria das vezes, em casos muito graves: em pessoas enfermas desde longa data e totalmente incapacitadas, que, frustradas por toda sorte de tratamentos, foram buscar como que um último recurso em seu procedimento novo e recebido com muitas dúvidas. Nos casos de doença mais branda, a duração do tratamento poderia encurtar-se muito, obtendo-se em ganho extraordinário em termos de prevenção para o futuro.

Freud Além da Alma:

John Houston dirigiu o filme que mostra um período da vida do pai da psicanalise, Sigmund Freud.
Relata assim, fatos importantes de 1885 a 1890, começando por um conflito de seu principal personagem em tratar ou não um caso de histeria pois acreditava que a mesma é uma mentira.

Ansioso para por fim no sofrimento de seus pacientes vai a Paris estudar a doutrina de Charcot e a retornar se casa .

Continuando seus estudos, chegou a conclusão que realmente após a hipnose os sintomas permaneciam. Continuou a usá-la mesmo assim, tentando fazer com que as lembranças continuassem, após o momento do transe.

Com um sonho descobre seu complexo de Édipo e passou a auto analisar-se pois Breuer se recusou a faze-lo. Foi demitido do hospital ao contrariar Meynert e hipnotizar um paciente. Depois disto Freud elabora com base em um único experimento a Teoria das Neuroses aonde dizia baseá-la em todos os casos já tratados e que todos os traumas estão ligados a sexualidade, mas para Breuer a teoria era baseada nele próprio.
Com a morte de seu pai, ao não conseguir entrar no cemitério, Freud descobre que seu pai cometeu algum erro, e que este erro estaria escondido em algum lugar de sua mente, assim decidiu-se voltar ao cemitério e assim tem um insight que suas neuroses podem vir da infância.

Cecily continua sendo tratada por Freud, que abole o método hipnótico e a leva a varias lembranças com a livre associação consciente. Assim, volta a pensar na sua infância e tenta descobri o que o levou ao mal estar no cemitério.



Entre varias conversas com Breuer, Freud chega a conclusão que o pai de Cecily não a molestou e sim a menina projetou no pai todos os seus desejos inconscientes. Ao apresentar sua teoria no Conselho de Psiquiatria de Viena, vários médicos vão se retirando do local enquanto ele fala e Breuer o defende na frente dos outros médicos.

Ao fim do filme, Freud consegue adentrar no cemitério e ir ate a lapide de seu pai.

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Metodologia da criação final - Por: Camila Sodré Costa


Baseando-me no brainstorming para a organização das ideias e nas leis da dialética para a dissertação dos assuntos, pude concluir que tudo se renova nada se cria, nada permanece como é para sempre. O processo da criação final transmite essas duas ideias no âmbito da psicologia. Começa com um tópico bem definido, que engloba todos os temas. Usei os benefícios da espontaneidade e da criatividade para ligar e redigir os temas, pois tais estimularam na direção de novas respostas para as situações já conhecidas, estimulou a adaptações, transformações de temas já escritos e estudados antes. Todas as ideias são fundidas num grande mapa de ideias, onde um sub tema gera outro. Enquanto se partilham ideias, novas surgem por associação, geram assuntos tanto a nível individual como ao nível dos grupos, expressando a cristalização dos temas trabalhados em sala. Depois de todos os sub temas serem reunidos, apresenta-se a conclusão do trabalho. Expressando assim durante todo o texto a conserva cultural adquirida durante o semestre na aula de psicologia organizacional liderada pelo professor Carlos Icó, na Universidade do Estado da Bahia (UNEB), Camaçari, 2012.1.

Análise psicológica do filme "Vida de solteiro" - Por: Camila Sodré Costa


Vida de Solteiro basicamente mostra o dia a dia dos jovens, o foco principal do filme são os relacionamentos, e as situações complicadas trazidas por esses. O filme retrata bem os dilemas sofridos pelos personagens quando se encontram diante de situações complicadas e devem tomar decisões que mudará suas vidas.
É possível  observar que o filme aborda casos diferentes unindo no final a um objetivo comum. Observam-se pessoas diferentes e  solteiras em busca de alguém que possa conviver com elas. Ao decorrer do filme relacionamentos são iniciados e finalizados, mas por fim, todos os casais acabam juntos dando uma resolução do problema.
Com a Gestalt pode-se observar certa semelhança em analisar as partes e depois o conjunto, como aborda o filme analisando cada casal e seus conflitos e por fim todos (análise do conjunto pelas partes).