terça-feira, 27 de novembro de 2012

Análise psicológica do filme "Clube do Imperador" - Por: Camila Sodré Costa


O filme “Clube do imperador” se passa numa escola frequentada pela elite americana, onde o professor William Hundert é reconhecido por suas belas instruções em sala de aula. Tudo sempre correu bem até o dia em que professor se depara com o arrogante Sedgewick Bell, filho de um pai importante na política do país. Diante deste aluno o professor busca a mudança do caráter do mesmo e ganhar sua confiança, convencendo-o de que ele era capaz. Para isso, ele até trapaceou na classificação do famoso jogo "Júlio César", que era uma competição na qual só os três melhores alunos da escola podiam participar da grande final e apenas um participante ganhava os louros da vitória.
O professor passou Sedgewick na frente de outro candidato, com esperança de se surpreender e perceber que conseguira mudar o caráter de dele e que este conseguiria vencer o jogo por seus próprios méritos. Mas é aí que o professor se engana, descobrindo no futuro que dar “asas a quem não quer voar” é missão destinada ao fracasso e frustração.
Naquela escola de tradicional não havia avançado para os verdadeiros valores de uma sociedade moderna, onde todos tinham que seguir os mesmos padrões. Ser o "Julio César" no jogo dentro da escola, era o “céu” apenas para um aluno, na qual sua foto iria permanecer eternamente na parede. Era o individual sobressaindo do coletivo
. Isso acontece quando na verdade o verdadeiro sentido do jogo deveria ser a ética.
Todos devem ter a consciência da importância da escola e do educador na formação de cidadãos conscientes de suas responsabilidades sociais. Especificamente na situação do professor Hundert, o fato de ter dado uma oportunidade a um aluno desacreditado e arrogante na esperança de uma mudança pode até parecer correta, porém se analisarmos que implica numa negligencia de uma atitude ética, no momento em que nega ao verdadeiro vencedor, o seu prêmio, incorre em erro, pois outras formas poderiam ser adotadas sem o comprometimento de outros.
O filme evidencia concretamente essa realidade, como a valorização de uma gloria individual (o vencedor), ele mostra que educar é ampliar horizontes, redefinir metas, aguçar a sensibilidade, e não simplesmente obter um diploma ou ser vencedor.

Análise psicológica do filme "Doze homens e uma sentença" - Por Camila Sodré Costa


O grupo apresentado no filme é formado por 12 homens, que fazem parte de um júri popular, onde terão que decidir sobre a condenação ou não de um rapaz de 18 anos acusado de ter matado o próprio pai. Essa decisão, que deverá ser unânime, poderá implicar na condenação à pena de morte desse rapaz. Esse júri já está assistindo o julgamento há três dias, e o ambiente onde terão que ficar até tomarem uma decisão unânime, é um local pequeno com uma mesa central, cadeiras nada confortáveis, sem ventilação adequada (e o ar condicionado estragado) em um dia quente de verão, e um banheiro. A porta da sala fica fechada pelo lado de fora e quem possui a chave é um guarda, que se o grupo precisar de alguma coisa deve chamá-lo. É de extrema importância a escolha do local para a realização de qualquer formação de grupo, pois o espaço e as dimensões físicas do ambiente são elemento importante que o grupo usará ativamente. No caso do filme, as cadeiras teriam que ser bem confortáveis, considerando que o grupo sairia do local no momento em que todos concordassem com a decisão e, isso poderia levar muitas horas. A sala deveria ter pelo menos um ventilador. Todos esses fatores contribuíram muito para a irritação e agressividade do grupo, isso foi uma condição exaustiva inicialmente.
Os 12 componentes são todos de origens, condições sociais, idades, religiões diferentes; que no momento inicial parecem estar todos de acordo com a decisão da condenação do réu, até o momento em que um senhor (um dos mais velhos do grupo) não concorda e pede que todos conversem sobre o assunto e não simplesmente deem os seus votos declarando-o culpado pelo crime sem ao menos discutirem o assunto, afinal de contas está em jogo a vida de alguém. Neste momento onde é proposto ao grupo pensar sobre a questão, discutir, argumentar, questões individuais começam a emergir no grupo.
Todos componentes do grupo obedecem a leis do inconsciente, correspondendo a fantasias inconscientes de cada um e de todos e manifestam-se como defesas regressivas que acabam por opor-se ao desenvolvimento e evolução do grupo.
No filme há a busca de um líder que provenha as necessidades dos indivíduos e do grupo e que o direcionará para o cumprimento da tarefa, é manifestado pela figura do jurado número 1, já que a princípio assume formalmente como líder pelo fato de ser o responsável pela organização do grupo. O movimento de luta e fuga surge no momento em que os integrantes começam a se enfrentar por terem idéias contrárias e há um certo afastamento do líder formal (primeiro jurado), que era a pessoa que tentava por ordem no grupo fazendo com que cada um respeitasse a vez do outro falar. O grupo mostra o afastamento quando começam a questionar a sua liderança e outras pessoas tentam assumir essa posição.
Inicialmente o grupo se apresenta como de supostos básicos buscando a satisfação instantânea dos desejos de seus membros e dos seus próprios desejos, e estão orientados para dentro, no sentido das suas fantasias subjetivas, e não para fora, em contato com a realidade objetiva, parecendo ter uma mentalidade grupal, pois a maioria apresenta uma coesão de pensamento (o réu é culpado) e o mesmo objetivo (acabar logo com aquela situação e ir embora).
No momento que um integrante tem coragem de enfrentar o grupo e convidar a todos que despendam no mínimo uma hora para pensar na decisão que iriam tomar, começa a se formar subgrupo com opiniões diferentes. Os dois senhores mais velhos se unem para que todos discutam os assuntos e os restantes tentam os convencer de que o rapaz é culpado, aos poucos apresentam argumentos válidos fazendo com que outros reflitam e acabem pouco a pouco concordando com a idéia de inocência.
Todos tinham como certa a condenação do rapaz, e por motivos particulares achavam mais fácil dizer que a sentença era de condenado, mas no momento em que são convidados em pensar no que realmente está acontecendo e isso envolve rever conceitos individuais, de respeitar a opinião do outro, de admitir não ser o dono da razão, traz sofrimento por mexer em coisas que pareciam estar resolvidas, mas não estavam, só precisavam de algo que as "cutucassem". Diante disso as diversas personalidades começam a se manifestar, e o que parecia simples de decidir torna-se um imenso conflito.
O grupo se desorganiza, diante disso o líder formal sugere que seja feita uma nova votação, a situação criada dentro do grupo encontra-se intensamente carregada de emoção, essas emoções exercem uma forte influência sobre os integrantes do grupo, muitas vezes até desorientando a atividade do grupo. O primeiro integrante que se opôs ao grupo, utiliza fortes argumentos a fim de convencer os demais membros.
O grupo então após todos reverem sua decisão opta em votação unânime por inocente, e finalmente conseguem atingir a fase de união, onde o grupo apresenta maturidade para lidar com os conflitos, as diferenças individuais, as incertezas e as emoções.

Análise psicológica di filme "O clube dos cinco" - Por: Camila Sodré Costa


O filme retrata cinco adolescentes que, por castigo, tem que passar um sábado inteiro na escola e compor uma redação de mil palavras sobre “quem eles são”. Porém esses adolescentes são de grupos e personalidades diferentes, tem o aluno rebelde, a patricinha, a esquisita, o atleta e o CDF.  O castigo fez com que eles repensassem nas suas atitudes, angustias, medos, frustrações e na causa de sua rebeldia. No início cada um se isolou, um exemplo de resistência, depois eles foram percebendo que seu era o mesmo do outro, transferência por assemelhar seu problema ao do colega.
No decorrer da história as barreiras são quebradas. Eles percebem que apesar de serem tão diferentes, também tem muito em comum, todos estão ali pelo mesmo motivo. Quando eles se sentam e começam a falar dos seus problemas com os pais, as pressões da vida do adolescente e os problemas que os levaram a cumprir o castigo no naquele sábado forma-se o clube, ocorrendo assim uma projeção por dos seus próprios pensamentos, motivações, desejos e sentimentos indesejáveis aos colegas. O clube parece agregar os cinco, como se todos os problemas fossem um só, pelos motivos serem parecidos e haver a transferência e a projeção, quebrando a resistência que gerava as barreiras.

Análise psicológica do filme "Máfia no divã" - Por: Camila Sodré Costa


O filme conta a história de um chefe da máfia que procura tratamento psicológico por problemas do passado mal resolvidos. As ideias são baseadas nos estudos da psicanálise. Com o decorrer das sessões, até mesmo com a resistência que o paciente apresentava por medo da notícia se espalhar, pois ele era líder da máfia de New York, o analista descobre que o paciente tem complexo de Édipo (em que o filho se apaixona pela mãe desde a infância e sente ciúmes do pai), se sentindo culpado pela morte do pai, por ter deixado de avisa-lo que estava prestes a ser assassinado, por estar com raiva dele no momento.
O paciente exerce uma transferência sob o analista, onde foram transferidos os laços afetivos do pai e da mãe para o analista. Depois de esclarecido as origens do problema o paciente “se perdoa” psicologicamente.

Brainstorming na escrita - Por: Camila Sodré Costa


Brainstorming significa tempestade cerebral ou tempestade de ideias. É uma atividade que serve para testar e explorar a capacidade criativa de indivíduos ou de um determinado grupo. É formada pelos termos ingleses "brain" (cérebro) e "storm" (tempestade).
A técnica de brainstorming propõe que um grupo de pessoas se reúna e utilize seus pensamentos e ideias para que possam chegar a um denominador comum, a fim de gerar ideias inovadoras que levem um determinado projeto adiante. Nenhuma ideia deve ser descartada ou julgada como errada ou absurda, todas devem estar na compilação ou anotação de todas as ideias ocorridas no processo, para depois evoluir até a solução final.
Para uma sessão de brainstorming, devem ser seguidas algumas regras básicas, como: é proibido debates e críticas às ideias apresentadas, pois causam inibições, quanto mais ideias melhor; nenhuma ideia deve ser desprezada, ou seja, as pessoas têm liberdade total para falarem sobre o que quiserem; para o bom andamento, deve-se reapresentar uma ideia modificada ou combinação de ideias que já foram apresentadas; por fim, igualdade de oportunidade - todos devem ter chance de exporem suas ideias.

Cultura organizacional - Por: Camila Sodré Costa


A cultura organizacional envolve padrões de comportamento, valores compartilhados (crenças), valores e verdades. Também pode conter componentes visíveis, que são sempre orientados pelos aspectos organizacionais, ou componentes ocultos, que são sempre orientados pela emoção e situações afetivas.
§  Preceitos (implícitos ou explícitos)
Normas, regulamentos, costumes, tradições, símbolos, estilos de gerência, tipos de liderança, políticas administrativas, estrutura hierárquica, padrões de desempenho.
§  Tecnologia (instrumentos e processos utilizados)
Máquinas, equipamentos, layout, distribuição e métodos de trabalhos.
§  Caráter (manifestação dos indivíduos)
Como que o indivíduo se comporta diante da sociedade.

Participação, criatividade, grupos informais, medo tensão, apatia, agressividade, comodismo.
Essa mesma cultura pode aparecer nas organizações de duas formas distintas. Como um subsistema que se liga à estrutura, à estratégia, sistemas políticos e técnicos, ou ainda como uma superestrutura que determina todos os demais componentes. Alguns dos componentes da cultura são de origem histórica, do ambiente e território em que ela se situa de crenças e pressupostos (mitos, ideologias, etc.), de regras, nomes e regulamentos, do processo de comunicação (linguagem), de ritos, rituais e cerimônias, de heróis e tabus, ou ainda de produtos e serviços com que está envolvida.
Existem diversas funções que a cultura pode exercer dentro de uma organização: ela define os limites, a coerência nos atos dos empregados; dá aos funcionários uma sensação de identidade, de pertencer a algo grande, amplo e sério, trazendo motivação e ainda fazendo-os se comprometer com interesses coletivos; reduz a ambiguidade, determinando exatamente como os trabalhos devem ser executados. Algumas vezes ela funciona até mesmo como um vínculo entre os funcionários e a empresa, ajudando a permanecerem unidos através de normas do que se deve fazer e dizer. Mas sua principal função é distinguir uma organização de outra.
A cultura organizacional, assim como a gestão das organizações, modifica-se com o tempo, já que também sofre influência do ambiente externo e de mudanças na sociedade. Entretanto, a cultura de uma instituição também pode influenciar essa mesma sociedade.
Em sua formação existem os princípios básicos da administração, sua filosofia e valores que indicam a direção para guiar procedimentos, para ditar como as coisas devem acontecer. Outra forte influência na formação da cultura de uma empresa é seu capital humano, seu pessoal. Cada indivíduo tem uma forma de pensar, princípios e crenças diferentes. A junção dessas pessoas dentro de uma mesma organização leva a uma condensação de todos esses pensamentos diferentes, formando uma só cultura para todos se guiarem. A cultura dominante tem uma visão macro da organização e trata apenas dos valores centrais.
Além desta cultura principal, existem também as subculturas, que podem estar ou não relacionadas entre si, ou que podem até concorrer umas com as outras. Elas podem ser geográficas, departamentais ou situacionais. Os valores centrais da cultura dominante estão presentes nessas subculturas, porém são incluídos valores adicionais e particulares de alguns grupos, equipes ou departamentos.
A contracultura também existe nas organizações, e nada mais é do que um movimento reacionário, por parte de um grupo pequeno, ou até mesmo grande, que quer reagir contra os valores tradicionais, que está insatisfeito, e vive em busca de mudanças e inovações na cultura atual.
Na formação da cultura há também uma forte influência dos fundadores da instituição, que estabeleceram diretrizes culturais, e que são vistos com muito respeito, ou até adorados, por grande parte dos colaboradores.


domingo, 18 de novembro de 2012

Análise Filme: Vida de Solteiro Por Carolina F. S. Rezende



Vida de solteiro se passa em Seattle, no início dos anos 90.

Conta independentemente a história de vários jovens que moram em um mesmo prédio e frequentam uma mesma cafeteria.


Steve, Linda, Janett, Cliff, Debbie.... Todos eles vão se relacionando durante o filme e de forma muito engraçada e romântica o mesmo vai mostrando como as pessoas vão mudando o seu comportamento para agradar às outras.

O filme mostra bem o comportamento de cada um, aonde seus personagens se frustam como Janet que quer colocar um silicone para agradar Cliff, achando que assim ele ficará com ela enquanto ele quer ter uma relação aberta e Debbie que faz um vídeo de apresentação para seus futuros pretendentes.

Os relacionamentos iniciados que o filme conta terminam de acordo com o comportamento de cada personagem, com as mudanças bruscas no mesmo. Vários amigos também se intrometem nesses relacionamentos, dando suas opiniões, contando suas desilusões e influindo assim no comportamento de cada personagem.

Essas relações podem ser observadas e analisadas de diversas formas. O Behaviorismo analisaria cada personagem desde o seu nascimento para assim dizer o porque que este comportamento aconteceu, e quais as consequências que ele pode levar e já a Gestalt, analisaria esse grupo de pessoas como um todo e depois individualmente e uma análise não excluiria a outra.